Pesquisadores da Universidade de Sevilha, em colaboração com colegas das Universidades de Murcia e Marburg (Alemanha), identificaram uma nova proteína que permite reparar o DNA. A proteína em questão, chamada criptocromo, evoluiu para adquirir essa e outras funções dentro da célula.
A radiação ultravioleta pode danificar o DNA, levando a mutações que perturbam a função celular e podem permitir que as células cancerosas cresçam sem controle. Nossas células têm sistemas de reparo de DNA para se defender contra esse tipo de dano. Um desses sistemas é baseado em uma proteína, a fotoliase, que usa luz azul para reparar danos ao DNA antes que eles levem a mutações.
Ao longo da evolução, os genes da fotoliase se duplicaram e se especializaram, criando novas proteínas, os criptocromos, que aprimoraram sua capacidade de perceber a luz azul e agora desempenham outras funções nas células. Por exemplo, os criptocromos usam luz azul como um sinal para regular o crescimento das plantas e o ritmo que controla a atividade diária (o ritmo circadiano) em fungos e animais.
Os autores desse estudo descobriram que no fungo Mucor circinelloides, um patógeno humano, os criptocromos são a proteína responsável pelo reparo do DNA após a exposição à radiação ultravioleta, função que deve ser desempenhada pela fotoliase. Eles também sugerem que os criptocromos neste fungo adquiriram sua capacidade de reparar DNA durante a evolução de um criptocromo ancestral que não foi capaz de reparar o DNA. Esta descoberta ilustra como as proteínas mudam à medida que suas funções evoluem.
Os resultados foram publicados em um artigo na Current Biology
Via: Phys.org



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