A equipe, que também inclui pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália (ANU), Texas A&M University no Qatar e Universidade da California em Los Angeles, usou um "laser oco", como um cano feito de luz, para aquecer micro-particulas no ar e levá-las a um ponto específico da nuvem, estimulando uma descarga. Além disso, conseguiram fazer com que as descargas atingissem um alvo pré-determinado.
Resultados similares foram obtidos no passado usando lasers de alta potência, o que tornava o processo caro e perigoso. Mas segundo Miroshnichenko, "descobrimos que para direcionar partículas você não precisa de lasers de grande intensidade, mesmo um dispositivo de baixa intensidade como um laser pointer já é suficiente.
A tecnologia, que ainda não foi testada fora dos laboratórios, pode ser usada para controlar os raios secos, que não são associados a chuvas, que foram responsáveis por causar incêndios florestais de larga escala na Austrália e no oeste dos EUA neste ano.
"Podemos imaginar um futuro onde esta tecnologia poderá induzir uma descarga elétrica de nuvens passantes, ajudando a direcioná-la a alvos seguros e reduzindo o risco de incêndios catastróficos", diz o pesquisador Vladlen Shvedov, da Escola de Física no Departamento de Pesquisa da ANU.
Fonte: AFP



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